As empresas de material cirúrgico precisam estar muito atentas às necessidades dos clientes (hospitais) e na segurança do paciente.

Pare e pense em um cliente superdifícil de atender, que lida diariamente com desafios que envolvem a vida humana e que precisa oferecer toda segurança possível. Sim, os hospitais possuem uma rotina que não é para qualquer empresa, diga-se de passagem: e quando o assunto é a Rastreabilidade Anvisa, a atenção deve ser redobrada.

Entre as cobranças que estas entidades recebem estão rigorosas leis, que regem as atividades ligadas à saúde. Assim, da mesma forma que os hospitais recebem muitas exigências, eles precisam que os agentes envolvidos diretamente no seu atendimento estejam muito preparados para fazer cumprir a lei, em conjunto.

E é aqui que entram em cena as empresas que fornecem materiais cirúrgicos aos hospitais: uma relação que precisa ser acima de tudo de reciprocidade e de confiança absoluta.

Vou abordar neste conteúdo um dos aspectos envolvidos nesta relação e que precisa de alerta ligado sempre: a rastreabilidade Anvisa.

A empresa em que você atua, está por dentro das exigências que são impostas pela Anvisa ao seu cliente, o hospital? Se você tem dúvidas, é o que vamos abordar neste conteúdo.

1. O que o cliente (hospital) precisa cumprir?

OPME é uma sigla bastante familiar para quem atua já há um bom tempo na área da saúde. As Órteses, Próteses e Materiais Especiais fazem parte da rotina diária dos centros cirúrgicos distribuídos pelo país.

De acordo com o Manual de Práticas de Gestão de OPME, desenvolvido pelo Ministério da Saúde em 2016, os objetivos primordiais dos hospitais nesse quesito devem ser:

  • Segurança do paciente;
  • Eficiência operacional;
  • Redução de desperdício e variabilidade;
  • Relações comerciais e técnicas harmoniosas;
  • Oferta de uma boa relação custo-benefício para os produtos;
  • Eliminação do risco de glosas/atrasos no faturamento;
  • Alcance de confiança e resolubilidade.

E para que o hospital torne esses objetivos alcançáveis ele não pode trabalhar de forma isolada. A entidade depende de uma minuciosa organização de procedimentos internos, e precisa contar com a colaboração dos agentes envolvidos no processo de fabricação, distribuição e fornecimento de tais materiais. Em momento algum o hospital pode apresentar problemas como a falta destes insumos quando solicitados.

2. E quais são as boas práticas indicadas pelo ministérios da saúde no quesito: Rastreabilidade Anvisa?

O presente conteúdo, apresenta na íntegra as exigências que regem o Manual de Boas Práticas listadas no item 6.4, no que diz respeito à rastreabilidade dos produtos exigida dos hospitais. O texto foi mantido para que não houvesse distorção de informações importantes.

Rastreabilidade da OPME

  1. As informações de rastreabilidade deverão estar disponíveis no prontuário do paciente, com as etiquetas e os registros realizados pela equipe técnica.
  2. A fim de garantir a rastreabilidade das OPME, uma etiqueta do produto deverá ser fixada nos seguintes documentos: documento fornecido ao paciente, prontuário do paciente e nota fiscal ou Danfe de faturamento financeiro.
  3. Os profissionais da Saúde envolvidos no procedimento são responsáveis pela fixação das etiquetas de rastreabilidade no registro de consumo da sala cirúrgica ou no prontuário do paciente.
  4. As informações que devem constar na etiqueta de rastreabilidade do produto implantado são: nome ou modelo comercial, identificação do fabricante ou importador, código do produto ou do componente do sistema, número de lote e número de registro na Anvisa, conforme a RDC n° 14 – Anvisa, de 5 de abril de 2011.
  5. Para se garantir segurança na confecção e dispensação de OPME não cirúrgica, deve-se incluir, no produto, a identificação do paciente com nome, número do prontuário, da ordem de serviço (ou documento similar) e demais informações necessárias (data de nascimento, nome da mãe etc.) em todas as etapas do processo (moldes, dispositivos em produção ou acabados).

3. Tecnologia auxilia no cumprimento da lei

Para cumprir as exigências do rastreamento Anvisa, os hospitais, bem como os fornecedores de OPME, precisam de aparatos tecnológicos que possibilitem uma gestão segura e ágil. O uso de planilhas, por exemplo, foi uma boa solução até alguns anos atrás, porém hoje, é impossível realizar de forma eficaz todas as solicitações a fim de garantir segurança nas transações.

Diante do dinamismo do mercado e da concorrência cada vez mais acirrada, as empresas precisam acompanhar os avanços da tecnologia e usá-las a favor do seu negócio.

Para controle de produtos OPME, por exemplo, existem softwares específicos, tanto para hospitais, como para empresas que fornecem materiais cirúrgicos. Com eles é possível ter um controle efetivo do caminho percorrido por insumos, materiais e artigos implantáveis e outros correlatos que necessitam de acompanhamento desde sua fabricação até a utilização em procedimentos, e posterior.

Estar ciente das necessidades do seu cliente quando o assunto é a rastreabilidade Anvisa, faz com que haja uma facilidade maior para entender as reais necessidades dele. Invista em tecnologia e aumente a segurança do seu cliente e dos pacientes envolvidos em cada procedimento. No nosso blog você vai encontrar materiais que vão lhe ajudar no dia a dia da sua empresa de OPME, não deixe de acompanhar!